A DIDÁTICA DA VIDA
agora eu retorno e entendo a didática.
nesse dia eu estava tremendamente feliz e radiante. nenhum porcentozinho ou pedaço de dente sorrindo desfocado da minha felizIdade. que momento triunfante!!! que transbordada de copo de coca-cola supimpamente geladaaaa!!!
que dia de olhos brilhantes!
que entrega genuína!!
e eu poderia continuar falando do glacê do bolo e do chantilly... ou dos presentes, do cheiro deles. da cama, em ato contínuo, cabendo mais embrulhos do que a mim. este, não cabendo em si...
mas a felicidade é fugaz, não é mesmo?
os sinais estão em toda parte!
esse garotinho aí sorriu o tanto que ele chorou no dia seguinte.
sim. a vida ensina desde cedo.
não dá mais pra puxar na memória o que sobrou, o brinquedo que ficou, ou o embrulho jogado ao chão com a marca dos sapatos do ladrão? não dá de lembrar muita coisa além do dia do riso.
mas foi verdade que antes do sol raiar invadiram a casa do aniversariante e levaram os presentes todinhos...
e não é piada de tempos de tendências ao plot-twist (o final pesadamente inesperado). a guinada na história realmente foi brusca e dilacerante.
o bom é que eu não lembro muito do enredo além da parte desse dia de sorrisos sem armas.
mas eu devia. pois, afinal, a vida já dá sinais da sua didática desde cedo.
agora eu entendo. vai ver que o Coringa é quem gosta de dar o último riso!!!
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