Que saudade de você, meu amigo!

Que saudade da sua presença. Dos seus olhos de ameixa, do seu cheiro, da sua ternura, da sua companhia. 

Que saudade de brigar com você. De levantar a voz por alguma birra sua no meio do dia... De ter que esconder os calçados pra você não destruir, e de ficar destruído pela vida e você correr, de onde estivesse, e vir lamber as lágrimas que caíam dos olhos. 

Você já nasceu graduado em consolar, né? Que saudade do seu trotar pelas calçadas e da sua antipatia com os outros doguíneos. De ficar aflito quando você vomitava ou sair de madrugada atrás de urgência médica pra você. 

Você foi um bolo de pêlos quentinho na minha costela, sempre se apertando e roncando baixinho numa tarde fria. 

Que saudade da sua língua porosa aqui agora pra lamber meus olhos e me explicar sobre calmaria. 

Me desculpa e que saudade, Bobzinho! 🐶


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