Abandono

Ok, decidi agora! Não tem volta, tá decretado!

Você tá me cansando, trocando as palavras e os nomes, não é de agora, não foi só hoje que não toquei você com prazer!

Não dá para entender? Eu quero que você interiorize isso e deseje outras mãos, sem o peso do sentimento de não me deixar seguir que você irá lançar sobre mim, você abrange esse entendimento?

Eu sei, tá bem, eu sei, mas ‘abandono’ é um palavra boa pra gente por fim a isso aqui.

Serei cauteloso e prometo não instigar mais nenhuma palavra ou enunciado partindo de você, mesmo que, confesso, adoro sua oratória. E essa sapiência sua, e minha sapiossexualidade, são coisas/condições que me destroem com todas as forças possíveis.

Não precisa fazer esse jogo, novamente, já debatemos acerca do fato de você ter sempre sido a ‘pessoa mais aberta e exposta e eloquente da relação’; e eu não tenho o que contrapor. Sua colocação tem fundamento. 

O que mais eu poderia fazer quando você sempre se colocou como um livro aberto,

e pediu sempre que eu te abrisse,

e gostou sempre desse mood,

dessa forma orgânica de a gente se comunicar?

E deves admitir o quanto dissimulas bem. E disfarças...

E tá querendo colocar aqui o abandono como ideia encerradora, como quem fecha uma história e joga fora o marca-texto surradamente utilizado. Introduzido.

 

Eu vi e até passei a mão para tomar a realidade em goladas realísticas. Mas passar pano não é comigo.

A tinta estava fresca. Resquícios de uma assinatura de outro alguém.

O toque dele em você ainda estava quente ali naquele vão. Quantos mais virão?

Tinha outro perfume. Não era aquele meu misturado ao seu.

 

Você que arrume outro marca páginas para as suas Extórias...

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