deprê
Aquela luz de fim de tarde dos filmes entrando pela janela e entre seus dentes no seu sorriso. as juras de amor e de permanência. o olhar resignado apesar de todas as ressalvas acerca de seu histórico enérgica e perdidamente apaixonante. o tal olhar, meu, resignado e apaixonado, como a dizer ‘eu pago essa conta pelo risco de não saber de ti e, talvez por isso, só querer a ti’. aquela vontade de te abocanhar por inteirx no mesmo passo que você morde aquela minha extremidade e me faz ativar o modo ecstasy, escorrendo meu suco pela borda da boca. isso tudo redemoinhava na minha cabeça feito aqueles cata-ventos barulhentos, molhados, refletindo a luz do sol nas gotas, minhas, a despencar, naquele crepúsculo romântico e inexistente. pena, não havia você. era só a deprê. ...
